Segunda vinda...

"Bem-aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar à mesa e, chegando-se, os servirá." Lucas 12:37

Um romance inglês do século XIX retrata uma aldeia onde, nos últimos 500 anos, a cada véspera de Natal, as pessoas se reúnem na igreja.

Pouco antes da meia noite, acendem pequenas velas e seguem cantando hinos para uma velha cabana de pedra, onde montam a cena da manjedoura.

Em sua piedosa simplicidade, se ajoelham em oração.

Nessa aldeia existe uma lenda: se todos os habitantes estiverem presentes na véspera de Natal orando em perfeita fé, então, e somente então, a Segunda Vinda acontecerá.

Durante 500 anos, eles compareceram à cabana abandonada e oraram.

Mas a Segunda Vida não aconteceu.

Perguntaram a um dos principais personagens desse romance:

Você acredita que Ele virá na véspera de Natal em nossa aldeia?

Não - ele respondeu com tristeza - não acredito.

Então por que vem todo ano?

Ah - ele diz, sorrindo - e, se eu for o único a não estar lá quando acontecer?

Como diz o Novo Testamento, basta te uma fé do tamanho de um grão de mostarda pra entrar no Reino do Céu.

As vezes, no trabalho com crianças-problemas, jovens em grupos de risco, adolescente perturbados, alcoolatras, amigos ou parceiros depressivos, agressivos ou suicidas, precisamos desse grãozinho de fé - o mesmo que mantinha o homem indo à igreja, Só mais uma vez.

Talvez na próxima vez, aconteça.

Ás vezes somos chamados a trabalhar com pessoas que não dão margem a qualquer esperança.

Talvez, ao fim do nosso trabalho, não tenha havido possibilidade de mudança ou de crescimento.

É então que, se conseguimos encontrar o menos fiapo de esperança, podemos cruzar a barreira, ter um pequeno ganho, salvar alguém.

Volte, amigo, só mais uma vez.

Hanoch McCarty

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